Aos poucos as correntes vão-se partindo
Contemplando cada obstáculo a ser derrubado
Respirando as dores do passado
Gestos suaves executados por movimentos bruscos
Ferimentos leves, feitos de sangue e sorrisos e abraços
A doce música dança na sincronia dos anjos
Momento cristalizado, posto em molduras e pendurado
na parede da sala
sempre à nossa vista
O amanhã já não importa, quebremos os relógios!
Só o instante em que o teu olhar cruza o meu
e a aurora desponta
podem mover o mundo.
