Fui hoje, após ter sido barrada por uma atualização do fotolog.com, visitá-lo depois de muitos dias e qual não foi minha surpresa ao perceber que eles mudaram drasticamente a disposição da página para que a mesma vire um novo "fêicibuque". Mas o pior não é isso: fui tentar me logar e simplesmente eles não aceitam mais minha senha e nome de usuário. Fica lá registrado 7 anos de fotolog, atualizado praticamente todo santo mês. Uma pena não poder mais conectá-lo, aquilo era quase um divã. Quem quiser visitar, os meus arquivinhos estão aqui:
www.fotolog.com/carol_palas
(Já que não posso mais utilizá-lo, é provável que eu esteja bem mais assídua por aqui)
Muchas gracías
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
Flores no ar
Quando a lua ficou pálida
E os versos quiseram explodir
E as árvores se curvaram às formigas
Eu estremeci
Tremores de vida circulavam nas veias
Um ar vindo de dentro
que pediu a liberdade
Naquele, neste momento
Forças divinas me guiando
Me mostrando o verdadeiro
caminho do meu interior...
Descobrir-se é estar conectado!
Coração de ouro que pulsa pulsa sem parar
Com pressa de viver
Deslizando sobre a pista da arte
Poesia me sacudiu
E eu não podia mais ignorá-la
Vem, poder divino
Exala tua beleza por todos os meus poros
Pois eu sou o teu canal
Doação de amor pelas palavras
pelas imagens, pela música
Como é belo te cantar!
Canção agradecida por essa estrelas
Cada minuto é um porvir
e então as rochas da vida
serão despedaçadas, esmigalhadas
Só quero o ar que me respire melhor
Santo amor dos anjos
Voa, voa em tuas nuvens
Toca tua harpa para o mundo
cantar em refrão:
- Somos todos UM!
E os versos quiseram explodir
E as árvores se curvaram às formigas
Eu estremeci
Tremores de vida circulavam nas veias
Um ar vindo de dentro
que pediu a liberdade
Naquele, neste momento
Forças divinas me guiando
Me mostrando o verdadeiro
caminho do meu interior...
Descobrir-se é estar conectado!
Coração de ouro que pulsa pulsa sem parar
Com pressa de viver
Deslizando sobre a pista da arte
Poesia me sacudiu
E eu não podia mais ignorá-la
Vem, poder divino
Exala tua beleza por todos os meus poros
Pois eu sou o teu canal
Doação de amor pelas palavras
pelas imagens, pela música
Como é belo te cantar!
Canção agradecida por essa estrelas
Cada minuto é um porvir
e então as rochas da vida
serão despedaçadas, esmigalhadas
Só quero o ar que me respire melhor
Santo amor dos anjos
Voa, voa em tuas nuvens
Toca tua harpa para o mundo
cantar em refrão:
- Somos todos UM!
domingo, 1 de janeiro de 2012
Changesss
2012 já mostrou a que veio
mistura de sentimentos
sensações, impressões
experimentação da vida
areia da praia repleta
de poetas insanos respirando
rebeldia
sem nada a temer
sem medo de possuir o maravilhoso
vamos ouvir a mentora selvagem
rita lee vomitando o desacato
ensandecendo os PM
que só querem destruir a liberdade
amor é a palavra
a sintonia vem de quem sente
esteja conectado
a esperança é renovada
não peço nada
porque já pedi demais
hoje só agradeço
ao fluxo divino do cosmos
sejamos o mar...
mistura de sentimentos
sensações, impressões
experimentação da vida
areia da praia repleta
de poetas insanos respirando
rebeldia
sem nada a temer
sem medo de possuir o maravilhoso
vamos ouvir a mentora selvagem
rita lee vomitando o desacato
ensandecendo os PM
que só querem destruir a liberdade
amor é a palavra
a sintonia vem de quem sente
esteja conectado
a esperança é renovada
não peço nada
porque já pedi demais
hoje só agradeço
ao fluxo divino do cosmos
sejamos o mar...
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Interlúdio
Aos poucos as correntes vão-se partindo
Contemplando cada obstáculo a ser derrubado
Respirando as dores do passado
Gestos suaves executados por movimentos bruscos
Ferimentos leves, feitos de sangue e sorrisos e abraços
A doce música dança na sincronia dos anjos
Momento cristalizado, posto em molduras e pendurado
na parede da sala
sempre à nossa vista
O amanhã já não importa, quebremos os relógios!
Só o instante em que o teu olhar cruza o meu
e a aurora desponta
podem mover o mundo.
Contemplando cada obstáculo a ser derrubado
Respirando as dores do passado
Gestos suaves executados por movimentos bruscos
Ferimentos leves, feitos de sangue e sorrisos e abraços
A doce música dança na sincronia dos anjos
Momento cristalizado, posto em molduras e pendurado
na parede da sala
sempre à nossa vista
O amanhã já não importa, quebremos os relógios!
Só o instante em que o teu olhar cruza o meu
e a aurora desponta
podem mover o mundo.
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
faculdades não passam de uma escola que dá lustro à falta de identidade da classe média que habitualmente encontra sua expressão perfeita às margens do campus em fileiras de casas abastadas com gramados e um aparelho de televisão na sala e todo mundo olhando para a mesma coisa e pensando a mesma coisa ao mesmo tempo enquanto os Japhys do mundo saem à deriva no mato para ouvir a voz que grita na floresta, para achar o êxstase das estrelas, para descobrir o segredo obscuro e misterioso da origem da civilização sem rosto, que não se maravilha e vive de ressaca. (Jack Kerouac - Os Vagabundos Iluminados)
terça-feira, 16 de novembro de 2010
S'il vous plaît
Traga-me uma dose
do mais forte álcool que tiver
porque esta noite eu quero
ver um mundo melhor
onde todos possam se entender
Vamos destruir esta insipidez perversa
que corroi meus tímpanos
e nos lembrar das velhas lições
dos sábios bardos boêmios
Pedidos inauditos
agora vocês têm o poder
de transmutar-se em vida
porque já há quem os ouçam
Não precisa mais disfarçar
todos vão se embriagar, eu sei
qualquer hora é hora
da aurora renascer
Venha, mas traga-me também o jasmim
pois o seu perfume exalar-se-á pelas
quatro paredes
e não haverá mais salvação
Mas você chegou ao fundo, ao fundo
do poço da mais profunda solidão
e ninguém te ouvirá ou te dará a mão.
Aprenda a suportar.
- Mais vinho, por favor!
Eu tinha o desejo de ser mágica quando criança
mas vieram as guerras, o claustro, o precipício.
Faltou ar para continuar, então
resolvi viver de malabarismos.
Apenas queria ser menos f r a g m e n t á r i a
do mais forte álcool que tiver
porque esta noite eu quero
ver um mundo melhor
onde todos possam se entender
Vamos destruir esta insipidez perversa
que corroi meus tímpanos
e nos lembrar das velhas lições
dos sábios bardos boêmios
Pedidos inauditos
agora vocês têm o poder
de transmutar-se em vida
porque já há quem os ouçam
Não precisa mais disfarçar
todos vão se embriagar, eu sei
qualquer hora é hora
da aurora renascer
Venha, mas traga-me também o jasmim
pois o seu perfume exalar-se-á pelas
quatro paredes
e não haverá mais salvação
Mas você chegou ao fundo, ao fundo
do poço da mais profunda solidão
e ninguém te ouvirá ou te dará a mão.
Aprenda a suportar.
- Mais vinho, por favor!
Eu tinha o desejo de ser mágica quando criança
mas vieram as guerras, o claustro, o precipício.
Faltou ar para continuar, então
resolvi viver de malabarismos.
Apenas queria ser menos f r a g m e n t á r i a
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
Silencieux à force de solitude
Retornando a este limbo pela simples falta de gente para desabafar. Em primeiro lugar, gostaria de esclarecer que detesto, DETESTO escrever. Acho que você precisa necessariamente criar certas verdades absolutas no ato da escrita. É como aquele lance de espetar as borboletas, deixando-as inertes. Prefiro permitir seus voos livres na minha mente... Isso sem contar que sou mais adepta à comunicação visual. Nunca fui boa com as palavras. Existem sentimentos que são intraduzíveis no papel. Um gesto, um olhar, uma fusão de cores, imagens, talvez isso represente melhor determinadas ideias. Mas eu não vim aqui para justificar meu silêncio. Aliás, ainda estou tentando descobrir o real motivo de eu ter parado aqui hoje... De fato, eu nunca vou descobrir e nem quero me limitar a escolher um aleatoriamente. Sendo assim, vou tentar começar falando da minha infância, de algumas dificuldades que sentia no convívio social e com as quais convivo até hoje. As pessoas, em geral, sempre foram um grande problema para mim. Fui - e parece que não mudei muito de lá pra cá - daquelas que buscavam o isolamento a qualquer custo. O primeiro caso do qual tenho lembranças foi quando eu tinha 3 anos e estava na creche. Dentre os coleguinhas da minha turma, havia uma garota que tinha adquirido uma simpatia meio esquisita por mim. Sim, logo POR MIM. Enquanto ela vivia no meu pé, eu ficava tentando me esconder ou fingindo que não a via. Sei lá, eu acho que curtia mais os passeios ao ar livre, o tanquinho de água onde fazíamos natação e comer areia do pátio de recreação (tudo culpa das lombrigas!). Lembro-me de uma vez, em especial, em que eu havia chegado na creche há pouco e a garotinha lá ainda não estava. Então, ela chegou com a mãe no portão e, na despedida, olhou para dentro da creche e não me avistou por lá. Abriu o berreiro instantaneamente. Sabe o que eu fiz? Fiquei observando aquela cena de longe, do canto da parede. Mas não era por sadismo ou maldade ou qualquer coisa que o valha. Eu simplesmente não compreendia o que se passava com ela. Só sabia de uma coisa: a solidão era-me bem-vinda. Fora essa menina, eu me recordo também de uma experiência positiva numa das "aulas": a professora tentava despertar nosso interesse pela alimentação saudável introduzindo frutas nas merendas. Foi aí que eu descobri a laranja. Paixão à primeira mordida! Aquela cor vibrante misturada com aquele caldinho levemente ácido, mas, ao mesmo tempo, extremamente refrescante. Ahh, a laranja. Desde então, nutro, até os dias de hoje, uma simpatia especial por essa fruta. Outro espisódio marcante e que deve revelar muito da minha história na creche aconteceu no pátio, mais especificamente no balanço. Meu professor de atividades físicas perguntou se eu não queria sentar na cadeirinha para ele me balançar (calma, não pensem besteiras, crianças). Um temor súbito me invadiu. Até então, eu apenas tinha ficado parada lá, pois tinha medo de, num movimento brusco, acontecer uma possível queda. Tinha muito medo. Respondi que não, bastante apreensiva e tentando disfarçar minha covardia. Ele insistiu e eu resolvi ceder. Sentei na cadeirinha e já me vi automaticamente dando de cara no chão. O professor começou a empurrar devagar, depois um pouco mais rápido e mais rápido e... tchibum! Engoli tanta areia que nem devo ter precisado almoçar nesse dia. Acho que começou daí minha desconfiança das pessoas. E eu repetindo comigo mesma: "Eu já sabia, eu já sabia!"
Agora cansei. Outro dia eu continuo com mais histórias.
Ou não.
Agora cansei. Outro dia eu continuo com mais histórias.
Ou não.
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